fergusson est vraiment pas tranquille
dans les journaux portugais , il viens de sortir de nouvelles declarations fracassantes qu'au match aller , l'arbitre les as empeché de jouer , que les joueurs portugais etaient toujours par terre
sur l'agression il dit que oui keane a touché baia mais qu'il l'a fais doucement
(il s'est pourtant mangé 150000 ? d'amende par le club et la foudre de tous les journaux anglais)
et plus grave il dit que demain il y aura un arbitre fort qui empechera a porto de faire ses stratagemes
ca va etre chaud demain ca va etre chaud (il etais pas comme ca avant fergusson ? , la il envenime le match , fais preuve d'un manque de fair play et de mauvaise fois evidente)
Alex Ferguson voltou ao ataque nas horas que antecedem o decisivo embate com o FC Porto. O treinador do Manchester United repetiu, no final do jogo com o Fulham de anteontem, para a Taça de Inglaterra, acusações gratuitas sobre o duelo do Estádio do Dragão, criticando furiosamente o que qualifica de "actos teatrais dos jogadores portugueses." Diz o técnico do United: "Não nos aproximámos do FC Porto porque não nos foi permitido: de cada vez que disputávamos uma bola os adversários caíam como se estivessem mortos." E não consta que estivesse a brincar.
Mais preocupado com aspectos marginais que interpreta à sua maneira - o campeão português quis sempre jogar, vulgarizou o antagonista, ganhou por 2-1 mas merecia ter vencido por mais três ou quatro -, Ferguson omite a única verdade: foi surpreendido pelo poder do FC Porto, por jogadores que não conhecia e por um sistema complexo ao qual respondeu com um 4x4x2 primário, como se o momento não justificasse mais.
Mas as declarações que incendiaram ainda mais o ambiente para o jogo de amanhã não se ficaram por aqui. Diz o escocês: "Faz parte da cultura deles, assim como de outras equipas estrangeiras, atirarem-se para o chão ao mínimo contacto, simularem lesões, saírem em maca e voltarem ao campo logo a seguir. Ora isso quebrou o ritmo do jogo, o que não nos beneficiou. O árbitro devia ter agido mas não o fez."
E o discurso começa, então, a fazer sentido, como forma de pressionar o juiz do jogo, cujo nome, até à tarde de ontem, não era conhecido: "Felizmente, teremos agora um árbitro forte, que não permitirá aos nossos adversários prosseguir esse tipo de estratagemas." Definitivamente, Alex Ferguson não falou do jogo que todos vimos. E como prova de despudor total, foi mais longe: "Vejam o incidente com Keane. Sim, ele tocou em Baía, mas fê-lo levemente; só por causa da reacção do guarda-redes é que foi expulso." Sem comentários.
A terminar o ror de disparates, "sua excelência" afirmou: "Toda a gente pensa que passámos um mau bocado em Portugal mas a verdade é que perdemos só por 1-2 num encontro em que não nos deixaram jogar." As melhoras é o que todos nós desejamos, senhor Alex.
Russo Ivanov bom árbitro para Sir Alex?
Alex Ferguson queria um bom árbitro para permitir o jogo típico dos ingleses em casa e a nomeação do russo Valentin Ivanov, nascido em 1961 e internacional desde 97, poderá satisfazê-lo? Professor de Educação Física e uma dúzia de jogos da Liga dos Campeões de experiência, depois de cumprir os degraus nos escalões jovens até à final da Taça das Confederações do ano passado em França, Ivanov é um bom árbitro, que tem o gosto do futebol e pratica ainda voleibol.
Passou com boa nota no Boavista-Celtic da época passada na meia-final da Taça UEFA e não se viu permissividade no contacto físico dos britânicos. É certo que com Levnikov em duas derrotas, o FC Porto não tem boas recordações de árbitros russos, mas Ivanov é, como o eslovaco Lubos Míchel que apitou a final de Sevilha, um árbitro em ascensão. Pelo menos Alenitchev terá com quem falar à vontade. E Sir Alex?...
Gary Neville apoia o "mister"
Gary Neville, o marcador directo de Benni McCarthy no jogo da primeira mão, apoia Ferguson nas críticas aos jogadores portugueses: "Revi o jogo na noite seguinte e fiquei admirado com as quedas que davam, por tudo e por nada."
Porque estar de acordo com o patrão dá sempre jeito, Neville concorda, no entanto, que as infracções existiram: "Não digo que não eram faltas, mas cair daquela maneira é ridículo. Alguns agiam como se tivessem sido atingidos por tiros de pistola." E conclui: "Isso não é bom para o futebol."